terça-feira, 29 de março de 2011

pasta (delícia) de jiló

Lave e corte os cabinhos dos jilós.
Em uma panela com bastante água coloque-os inteiros para cozinhar, junte um pouquinho de sal.
Deixe cozinhar até que os jilós estejam macios ao serem espetados com o garfo.
Escorra a água e espere esfriar.
Corte os jilós ao meio e com uma colher retire toda a polpa.
Amasse esta polpa com um garfo.
Junte cebola picada em quadradinhos pequenininhos, tempere com  limão, azeite e cheiro verde picadinho, acerte o sal se for preciso.
Sirva acompanhando salada verde ou com torradinhas.



Jiló  amargo só na música de Gonzagão, feito assim não é não!

segunda-feira, 28 de março de 2011

a arte de ser feliz

... aprender a enxergar a felicidade real que existe nas pequenas coisas da vida.
Simples assim é a arte de ser feliz...





A Arte de Ser Feliz

Cecília Meireles

"Houve um tempo em que a minha janela se abria para um chalé. Na ponta do chalé brilhava um grande ovo de louça azul. Nesse ovo costumava pousar um pombo branco. Ora, nos dias límpidos, quando o céu ficava da mesma cor do ovo de louça, o pombo parecia pousado no ar. Eu era criança e achava essa ilusão maravilhosa e sentia-me completamente feliz.

Houve um tempo em que a minha janela dava para um canal. No canal oscilava um barco. Um barco carregado de flores. Para onde iam aquelas  flores? Quem as comprava? Em que jarra, em que sala, diante de quem brilhariam, na sua breve existência? E que mãos a tinham criado? E que pessoas iam sorrir de alegria ao recebê-las? Eu não era mais criança, porém a minha alma ficava completamente feliz.

Houve um tempo em que minha janela abria para um terreiro, onde uma vasta mangueira alargava sua copa redonda. Á sombra da árvore, numa esteira, passava quase todo o dia sentada uma mulher, cercada de crianças. E contava histórias. Eu não podia ouvir, da altura da janela; e mesmo que a ouvisse, não a entenderia, porque isso foi muito longe, num idioma difícil. Mas as crianças tinham tal expressão no rosto, e às vezes faziam com as mãos arabesco tão compreensíveis, que eu participava do auditório, imaginava seus assuntos e suas peripécias e me sentia completamente feliz.

Houve um tempo em que a minha janela se abria sobre uma cidade que parecia feita de giz. Perto da janela havia um pequeno jardim seco. Era uma época de estiagem, de terra esfarelada, e o jardim parecia morto. Mas, todas as manhãs vinha um pobre homem com um balde e em silêncio, ia atirando com as mãos umas gotas de água sobre as plantas. Não era uma rega: era uma espécie de aspersão ritual, para que o jardim não morresse. E eu olhava para as plantas, para o homem, para as gotas que caiam de seus dedos magros e meu coração ficava completamente feliz.

Mas quando falo dessas pequenas felicidades certas que estão diante de cada janela, uns dizem que estas coisas não existem, outros que existem só diante das minhas janelas e outros, finalmente, que é preciso aprender a olhar, para poder vê-las assim."

sexta-feira, 25 de março de 2011

fazendo gente...

e cães mais felizes!

"Eu me dei conta de que cada vez que um dos meus cachorros parte, ele leva um pedaço do meu coração com ele.
Cada vez que um cachorro novo entra em minha vida, ele me abençoa com um pedaço do coração dele.
Se eu viver uma vida bem longa, com sorte todas as partes do meu coração serão de cachorro, então eu me tornarei tão generoso e cheio de amor como eles."

                                                                                                   Autor desconhecido

 conjuntinhos de gorro e cachecol

 e sapatinhossss...

para o bazar do Grupo de voluntários pois adoramos e respeitamos os bichos!

terça-feira, 22 de março de 2011

bolo de tangerina


E em tarde chuvosa de outono (que eu adoro) coisa boa é um bolo com café fresquinho.
Este de tangerina (ou mexerica) com receita aqui faz bonito nestes dias.
Desta vez acrescentei uma colher de sobremesa (rasinha) de gengibre fresco ralado, bati junto com a massa no liquidificador. Ficou muito bom!

Cena 1: Saído do forno: assado, quentinho e cheiroso.

Cena 2: enfeitado para a festa, com "calda e circunstância".

Cena 3: partido para o deleite.

Cena 4: o gran finale...

... Hummmmm!

segunda-feira, 21 de março de 2011

Outono


... "Tu és folha de outono
      voante pelo jardim
      Deixo-te a minha saudade
     - a melhor parte de mim.
     Certa de que tudo é vão.
     Que tudo é menos que o vento,
     menos que as folhas do chão..."

                                    Canção de Outono, de Cecília Meireles