quarta-feira, 21 de outubro de 2009


O carinho e o selo veio da Olívia... doçura em forma de gente!
Obrigada!

Aqui estão as regras:
1 - Mostrar este selo em seu blog
2 - Postar estas regras
3 - Link de volta o blog de quem te deu o selo
4 - Faça uma lista dos 5 sentidos e o que cada um representa para você
5 - Nomeie cinco outros blogs, e informe-os, deixando-lhes um comentário.

Meus cinco sentidos:

Visão: cães se divertindo numa manhã fresca e ensolarada

Audição: ondas quebrando na praia e vento soprando no bambuzal

Paladar: café com canela e chocolate

Tato: abraçar bem apertado as pessoas que quero bem

Olfato: cheiro de roupa limpa secando no varal, cheiro de mato pela manhã, cheiro de pão saindo do forno...

Agora espalhando o carinho, que desta feita vai para:

Elena - siempre tejiendo

Maria - Florinda Tricô

Larissa - Tricotando com amor

Marico - Marinoie

Sue - Sue feito a mão



sábado, 17 de outubro de 2009

Crrroookies, crrrooockies, crrrooockies...


A Paty levou a gola e trouxe estes cookies diferentes... humm, humm, humm! Eles são mais durinhos e crocantes que os tradicionais.

Ela testou a receita do programa matinal
i... humm, croc! croc!

A criançada deve adorar!
E olha esta idéia que a Andrea encontrou para colocar delicinhas e presentear.

Obs.: Para meu gosto ficou beeem doce, acho que dá para substituir meia xícara de açúcar por chocolate em pó no lugar (não é achocolatado!), anota aí Paty!

E além dos biscoitos ela trouxe esta "coisinha" mais fofa... nossa cara daqui a alguns anos!
O marido, como sempre, grudado nos ilvros e eu no tricot.


Nossa amizade começou pela divisão de livros, seguimos dividindo bolachas, biscoitos, sonhos, alegrias, decepções, medos...
E com todas estas divisões fomos aprendemos a somar amor, carinho e respeito em nossos corações.
Obrigada, querida amiga, por isto e tudo mais!

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Azulecendo


"Diego não conhecia o mar. O pai, santiago Kovadloff, levou-o para que descobrisse o mar.

Viajaram para o Sul.
Ele, o mar, estava do outro lado das dunas altas, esperando.
Quando o menino e o pai enfim alcançaram aquelas alturas de areia, depois de muito caminhar, o mar estava na frente de seus olhos. E foi tanta a imensidão do mar, e tanto seu fulgor, que o menino ficou mudo de beleza.

E quando finalmente conseguiu falar, tremendo, gaguejando, pediu ao pai:
_ Me ajuda a olhar!"

Eduardo Galeano,no Livro dos Abraços, ed. L&PM

Como ver o mar, como ver os Andes... não sei? Mas meus olhos se perderam na "infiniteza" destes azuis!

Bem que as experts
Tricoteiras advertiram que o fio é lindo, diferente de tudo já visto e que é sucesso!
Obrigada, meninas.
Muita satisfação em conhecer e tricotar com "Los Andes", da Aslan

Agulha 10, ponto arroz duplo, gola pronta rapidinho.

E tão logo acabada foi aquecer gente querida... a Paty, amiga do coração, levou!




Botão de madrepérola... afinal é da cor do mar!

Aqui em ponto meia e...

um visitante inesperado, quiçá querendo furtar um pouco de todo este azul.

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Torta de tomate, abobrinha e azeitonas

Para Viver Um Grande Amor


Para viver um grande amor, preciso é muita concentração e muito siso, muita seriedade e pouco riso — para viver um grande amor.

Para viver um grande amor, mister é ser um homem de uma só mulher; pois ser de muitas, poxa! é de colher... — não tem nenhum valor.

Para viver um grande amor, primeiro é preciso sagrar-se cavalheiro e ser de sua dama por inteiro — seja lá como for. Há que fazer do corpo uma morada onde clausure-se a mulher amada e postar-se de fora com uma espada — para viver um grande amor.

Para viver um grande amor, vos digo, é preciso atenção como o "velho amigo", que porque é só vos quer sempre consigo para iludir o grande amor. É preciso muitíssimo cuidado com quem quer que não esteja apaixonado, pois quem não está, está sempre preparado pra chatear o grande amor.

Para viver um amor, na realidade, há que compenetrar-se da verdade de que não existe amor sem fidelidade — para viver um grande amor. Pois quem trai seu amor por vanidade é um desconhecedor da liberdade, dessa imensa, indizível liberdade que traz um só amor.

Para viver um grande amor, il faut além de fiel, ser bem conhecedor de arte culinária e de judô — para viver um grande amor.

Para viver um grande amor perfeito, não basta ser apenas bom sujeito; é preciso também ter muito peito — peito de remador. É preciso olhar sempre a bem-amada como a sua primeira namorada e sua viúva também, amortalhada no seu finado amor.

É muito necessário ter em vista um crédito de rosas no florista — muito mais, muito mais que na modista! — para aprazer ao grande amor. Pois do que o grande amor quer saber mesmo, é de amor, é de amor, de amor a esmo; depois, um tutuzinho com torresmo conta ponto a favor...

Conta ponto saber fazer coisinhas: ovos mexidos, camarões, sopinhas, molhos, strogonoffs — comidinhas para depois do amor. E o que há de melhor que ir pra cozinha e preparar com amor uma galinha com uma rica e gostosa farofinha, para o seu grande amor?

Para viver um grande amor é muito, muito importante viver sempre junto e até ser, se possível, um só defunto — pra não morrer de dor. É preciso um cuidado permanente não só com o corpo mas também com a mente, pois qualquer "baixo" seu, a amada sente — e esfria um pouco o amor. Há que ser bem cortês sem cortesia; doce e conciliador sem covardia; saber ganhar dinheiro com poesia — para viver um grande amor.

É preciso saber tomar uísque (com o mau bebedor nunca se arrisque!) e ser impermeável ao diz-que-diz-que — que não quer nada com o amor.

Mas tudo isso não adianta nada, se nesta selva oscura e desvairada não se souber achar a bem-amada — para viver um grande amor.

Vinicius de Moraes




A diferença desta torta é ter uma massa que não leva margarina ou manteiga e ser o recheio de vegetais e deve contar uns pontinhos...


Ingredientes


Recheio:

2 abobrinhas italianas
5 tomates maduros e firmes
sal
6 col. (sopa) de azeite de oliva
150g de azeitonas pretas picadinhas
salsinha picada

Massa:
1 ovo
3 colheres (sopa) de azeite
1/4 de xícara (chá) de água
1 col. (chá) de fermento em pó
1 e 1/3 de xícara (chá) de farinha de trigo

Preparo
Corte as abobrinhas e os tomates em rodelas finas e tempere com sal. Deixe reservado.
Misture os ingredientes da massa e trabalhe a massa. Abra com um rolo e coloque sobre um refratário untado com azeite (ou óleo) forrando o fundo e as laterais.

Distribua em camadas a abobrinha e o tomate, alternando camadas de tomate e de abobrinha.
Regue com 4 colheres de azeite e asse em forno preaquecido a 180ºC por uns 40 a 45 minutos.
Retire do forno e salpique com as azeitonas picadas e a salsinha.
E agora é só viver seu grande amor!


Receita publicada no encarte "Tortas", de uma revista "Ana Maria"

terça-feira, 13 de outubro de 2009

"A beleza das flores quase sem perfume..."

Cambará no meu quintal!

Belo Belo


Belo belo belo,

Tenho tudo quanto quero.

Tenho o fogo de constelações extintas há milênios.

E o risco brevíssimo — que foi? passou — de tantas estrelas cadentes.

A aurora apaga-se,

E eu guardo as mais puras lágrimas da aurora.

O dia vem, e dia adentro
Continuo a possuir o segredo grande da noite.

Belo belo belo,

Tenho tudo quanto quero.

Não quero o êxtase nem os tormentos.
Não quero o que a terra só dá com trabalho.

As dádivas dos anjos são inaproveitáveis:

Os anjos não compreendem os homens.

Não quero amar,
Não quero ser amado.
Não quero combater,
Não quero ser soldado.

— Quero a delícia de poder sentir as coisas mais simples.


Manuel Bandeira



Fuxiquinhos em algodão xadrez, simplesmente deliciosos de fazer!