segunda-feira, 15 de outubro de 2007

Acertando os pontos e os ponteiros


Quem tricota muitas vezes se esquece do tempo, do tempo do relógio, o tempo oficial.

Marca os minutos contando pontos, as horas em carreiras tecidas, e cada projeto pronto tem sua unidade de tempo particular.

O tricot exige empenho, esforço e determinação (meu exemplo é a Regina). Exige conter a ânsia de chegar ao fim pois ele tem seu tempo certo, não se adianta, embora possa se atrasar, exigindo o exercício da paciência e persistência no desmanchar e refazer.

Muitas vezes fazer tricot é dolorido, dores nas costas, nas mãos, nos braços (né, Carminha?), mas tamanha é a satisfação de parar, no tempo, vez por outra e com uma pitada de orgulho suspirar e sorrir para sua alma ao sentir com as mãos e o coração sua criação, na trama da malha ou na perfeição das tranças e pontos ajurados a beleza de se criar com as mãos.

Depois do tricot eu aprendi a ser mais paciente, a respeitar mais o tempo de cada coisa o meu próprio tempo.

Mas confesso que entra ano e sai ano, faz tricot e mais tricot e a mudança do horário de verão continua criando confusão no meu dia a dia.

Deve ser coisa do meu tempo, de vida.

6 comentários:

  1. Judy,
    Eu quando trabalhava fora adorava o horario de verão apesar de ter que levantar mais cedo.
    Mais em compensação chegava em casa com o dia ainda claro e com sol.
    Hoje como aposentada tb não deixo de gostar.

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  2. Bom que vc gosta... eu fico toda atrapalhada, olho no relógio e a manhã já foi embora.. mas até terminar eu já me acostumei (risos).

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  3. Judy primeiramente obrigada pela visita, e quero dizer que amei seu blog. Primeira visita de muitas.
    Beijos e boa semana

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  4. Obrigada pela visita e pelo comentario, quanto ao horário de verão eu odiava e hoje aprendí a gostar pois as manhã p/mim são curtas de qualquer jeito já as tardes, posso sair ir p/ 25 de março e voltar as seis que ainda tem sol, não dá tanto mêdo de andar sozinha pelas ruas da cidade.

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  5. Artista é artista...
    Além de tricoteira, poetisa.
    Parabéns!
    Adorei sua analogia do tempo do tecer com o tempo real.
    E o final é tudo de bom. rsrs
    Muito grata por mais esse carinho.
    Beijos afetuosos,
    Livia

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  6. Obrigada Livia, seu comentário (como sempre) é muito delicado e gentil.
    Beijos
    Judy

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