Antiguidades
Quando eu era menina,
bem pequena,
em nossa casa,
certos dias da semana
se fazia um bolo,
assado na panela
com um testo de borralho em cima.
Era um bolo econômico,
como tudo, antigamente
Pesado, grosso, pastoso
(por sinal que muito ruim)
Eu era menina em crescimento.
Gulosa,
abria os olhos para aquele bolo
que me parecia tão bom
e tão gostoso.
A gente mandona lá de casa
cortava aquele bolo
com importância.
Com atenção. Seriamente.
Eu presente
Com vontade de comer o bolo todo.
Era só olhos, boca e desejo
daquele bolo inteiro...
Cora Coralina
Quando eu era menina,
bem pequena,
em nossa casa,
certos dias da semana
se fazia um bolo,
assado na panela
com um testo de borralho em cima.
Era um bolo econômico,
como tudo, antigamente
Pesado, grosso, pastoso
(por sinal que muito ruim)
Eu era menina em crescimento.
Gulosa,
abria os olhos para aquele bolo
que me parecia tão bom
e tão gostoso.
A gente mandona lá de casa
cortava aquele bolo
com importância.
Com atenção. Seriamente.
Eu presente
Com vontade de comer o bolo todo.
Era só olhos, boca e desejo
daquele bolo inteiro...
Cora Coralina
Entre as saudades das coisas da minha infância (e adolescência...) estão os bolos feitos por gente querida. De alguns tenho guardado o aroma e ouso dizer que até o seu sabor, como se hoje mesmo os tivesse saboreado.
Uns feitos com mais frequência por agradar a todos ou por serem mais econômicos. Entre estes, um era o bolo de fubá que Tia Nena, irmã da minha avó, "batia" em suas visitas a nossa casa. Muito saboroso, destes feitos sem receita escrita só com a destreza da mestre cuca, talvez até por ter ingredientes únicos: seu carinho e a energia de suas mãos fortes de descendente de italianos.
Nada de batedeira ou liquidificador, era "batido na mão".
Maiorzinha, pedi que anotasse a receita mas nunca consegui fazê-lo ficar como o que ela preparava.
Boas lembranças daquelas tardes de sábado animadas pela prosa da parentada, que ria e contava histórias do passado, com o cheirinho inesquecível do bolo de fubá da Tia e o café passado no coador de pano pela Vó.
Uns feitos com mais frequência por agradar a todos ou por serem mais econômicos. Entre estes, um era o bolo de fubá que Tia Nena, irmã da minha avó, "batia" em suas visitas a nossa casa. Muito saboroso, destes feitos sem receita escrita só com a destreza da mestre cuca, talvez até por ter ingredientes únicos: seu carinho e a energia de suas mãos fortes de descendente de italianos.
Nada de batedeira ou liquidificador, era "batido na mão".
Maiorzinha, pedi que anotasse a receita mas nunca consegui fazê-lo ficar como o que ela preparava.
Boas lembranças daquelas tardes de sábado animadas pela prosa da parentada, que ria e contava histórias do passado, com o cheirinho inesquecível do bolo de fubá da Tia e o café passado no coador de pano pela Vó.
1 e 1/2 xíc. (chá) de açúcar
1 copo (daqueles de requeijão) de fubá
1 copo (requeijão) de farinha de trigo
1 copo (requeijão) de leite gelado
3 ovos (claras em neve)
1/2 copo (requeijão) de óleo
1 colher (sopa) pó royal
erva-doce
Bata as gemas, o óleo e o açúcar, misture a farinha, o fubá e o leite.
Junte as claras delicadamente e por último o fermento.
Mexa bem.
Leve para assar em forno pre-aquecido em temperatura média-alta.
Por uns 45 - 50 minutos (depende de cada forno).
Se quiser polvilhe açúcar com canela depois de assado.
Tem bom aspecto!
ResponderExcluirEu só vejo um probelma, é que nós aqui em Portugal não temos fubá.
Já agora qual é o copo de requeijão?
Bjs
Mónica
Bolo de fubá é um dos meus preferidos e este parece maravilhoso. Adorei o texto!
ResponderExcluirbjs
Hola Judy ! que tentación con esa torta, que rico, que hermoso recuerdo. Hay olores de la infancia que permanecen para siempre. Besos Elena
ResponderExcluirJudy, esse poema foi feito pra gente recordar mesmo, O bolo é feito de amor...exatamente a minha infância... fogão meia boca, sem forno, minha mãe assava o bolo em forma de buraco sobre a chama do fogão...e ficávamos nós, crianças, no aguardo da iguaria... fundo queimado, sem gosto de nada (só 1 ovo), com gosto de açúcar e afeto.
ResponderExcluirMas todo sábado era dia de bolo. Quando o mês acabava antes do açúcar, ela queimava umas colheradas na panela, jogava na pia, picava e era nossa bala, que festa:)
Brigada querida, pelo post tão lindo e ter tido uma tia Nena na sua vida:)
bjinhos
Olá Judy !! cada vez que vejo um post seu , parece um capítulo de um livro ,fico ansiosa para ler o próximo , bela história! BJUS!
ResponderExcluirOi Judy,
ResponderExcluirLendo o teu post, lembrei da carne muída (alguns chamam de boi ralado) que minha vó fazia e depois ela misturava batata frita...que saudade! É o melhor sabor que eu me lembro na vida.
Eu adoro bolos simples (sem cobertura e recheio) e o de fubá é muito bom!
Obrigada pela receitinha.
Bjs,
Marcia Quadrado
Ai que saudade que me deu agora, minha avós faziam cada coisa também..
ResponderExcluirAcho que vou na sua casa comer bolo, pelo jeito tem sempre alguma coisa gostosa por aí huahauhauahu!!!
bjos
Judy, estou tentando encontrar um tempinho pra fazer o bolo de fubá. Que lembranças boas!Também guardo algumas com muito carinho.
ResponderExcluirBeijos
Muito boa lembrança mesmo... adoro bolo de fubá com café puro! Hummm! Acho que vou bater um bolinho hj! Beijão!
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